Descobertos em 1427, os Açores cedo suscitaram a fixação de gentes oriundas das mais diversas partes, facto que permitiu um crescimento demográfico sustentado desde o período do povoamento (cerca de 17 000 habitantes nos finais do século XVI) até à actualidade (241 763 habitantes), divididos por 19 concelhos e 5 cidades.
A localização geoestratégica destas ilhas tornou-as num notável espaço de migrações: primeiro, como zona de imigração, atraindo gentes oriundas de Portugal Continental, Madeira, Europa, África e até do longínquo Oriente; depois, como espaço de emigração dirigida para o Brasil, Canadá, EUA, Bermudas, entre outras zonas.
Deste cruzamento de influências e civilizações nasceu uma cultura riquíssima, de que são registos não só o património subaquático, parte dele ainda escondido nas profundezas dos mares açorianos, como também o património terrestre, materializado em belíssimas edificações, como igrejas, palácios, casas rurais e jardins. As constantes preocupações com os terramotos e sismos, que sempre acompanharam a vivência insular, tiveram uma importância marcante na construção da matriz cultural dos açorianos, da qual podemos destacar as festas do Divino Espírito Santo, a procissão do Senhor Santo Cristo e as touradas.